Como O Galaxy S3 Rendeu Dinheiro Para A Samsung

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Clarissa de Mattos Silva

Os números do sucesso

O Samsung Galaxy S3, lançado em 2012, é o terceiro integrante da linha “S” de smartphones, uma série de aparelhos celulares que apresentam complementações a cada edição lançada. O celular em questão foi apresentado como o sucessor do Galaxy S2, que já vinha exibindo números promissores em questão de vendas.

Na época de seu lançamento, o Galaxy S3 trouxe a maior definição já vista, além de uma poderosa plataforma, fator responsável pela conquista do público interessado em jogos. Ademais, nota-se que o modelo possui um design excepcional em relação aos celulares da época, com formas “inspiradas na natureza”.

Esses foram alguns dos aspectos que motivaram o fenômeno lucrativo visto nas vendas da Samsung entre 2012 e 2014, resultado que colocou a empresa na liderança do mercado de aparelhos celulares, ultrapassando até mesmo nomes como a Apple.

Segundo dados da empresa, os lucros líquidos aumentaram, no terceiro trimestre de 2012, para um valor de 4,6 milhões de euros, algo nunca alcançado. Veículos de comunicação, como a revista Exame, colocaram o item como “o mais vendido do mundo” no período em questão.

Apesar da aparente euforia do público nas primeiras semanas de vendas do produto, os lucros não diminuíram rapidamente. De acordo com a Strategy Analytics, foi estimado que, no segundo semestre de 2014, foram comercializados 18 milhões de aparelhos Galaxy S3. Seu concorrente, o Iphone 4S, atingiu o número de 16,2 milhões de modelos vendidos.

Receita para um bom desempenho: inovações funcionais

Há uma grande lista de melhorias nas funcionalidades, que tornam o item altamente competitivo no mercado de eletrônicos. Primeiramente, o modelo conta com uma tela de alta resolução, com 4,8 polegadas.

No período de lançamento, essas medidas se tornaram um sucesso, uma vez que os demais smartphones eram menores. O tamanho do aparelho é algo que, até nos dias atuais, um fator importante na decisão de compra. Alguns usuários afirmam preferir uma tela maior, que facilite a leitura de textos e noticias.

Apesar de seu tamanho, vale esclarecer que o Galaxy S3 não deixa de ser um aparelho de fácil mobilidade: os visores são leves e finos, ou seja, o cliente praticamente não sente a diferença de peso do celular, que gira em torno das 133 gramas. Esse é outro ponto valorizado pelo público, que se distancia de celulares muito pesados e desconfortáveis quando colocados no bolso.

A tecnologia que garante a praticidade dos visores leva o nome de “Amoled Display”, e ainda confere maior nitidez nas imagens. Um dos responsáveis pelo grande aumento nos lucros da Samsung com a comercialização do aparelho é exatamente essa novidade na composição das telas, uma vez que a empresa é a única capaz de produzir painéis desse tipo.

A percepção do mercado nas vendas

Por meio dessa série de recursos inovadores propostos para o Galaxy S3, nota-se que as necessidades do mercado foram amplamente exploradas para a produção. Esse estudo pode ser identificado por trás das melhorias na tela dos aparelhos, já discutida anteriormente.

O visor do celular é o elemento que mais chama atenção nos smartphones, dado que todas as informações que chegam ao usuário são transmitidas apenas por ali. Os modelos, por exemplo, não possuem um teclado separado do monitor.

A Samsung percebeu a importância das telas, e as confrontou com as possíveis inovações, ou seja, analisou os aspectos que estavam em falta nos demais itens. O resultado foi pioneiro. Afinal, são poucos os smartphones que contam com uma excelente nitidez e alta resolução.

 Existem outras características transformadoras que advieram dessa percepção das demandas do mercado. As baterias do exemplar em questão possuem uma maior capacidade e podem permanecer mais tempo sem a necessidade de recarga.

Em números, a Samsung afirma disponibilizar aparelhos que conseguem ficar 790 horas em espera – modo ativado quando não estamos utilizando suas funções – com o 3G ligado. Esse resultado mostra vastos potenciais em um mercado marcado pela insuficiência das baterias, que não suprem as necessidades dos usuários.

A câmera do Galaxy S3 também está entre as funcionalidades que garantem um diferencial. Nos últimos anos temos visto uma aproximação das câmeras de smartphones em relação a câmeras profissionais. As empresas procuram agregar cada vez mais recursos às lentes dos aparelhos.

O ajuste da exposição à luz do ambiente, por exemplo, é um problema enfrentado por usuários. Às vezes, uma foto pode sair mais clara do que o esperado. Com isso em mente, a Samsung desenvolveu uma tecnologia de captação automática de diferentes exposições. O resultado são fotos reguladas de acordo com a luminosidade de cada região da imagem.

Por fim, há um elemento no desenvolvimento do modelo em questão que não está diretamente ligado à demanda do público, mas pode estar relacionado com a análise do mercado, como tem sido feito no caso das demais inovações. O design é peça chave do produto.

Como já mencionado, a Samsung optou por motivos orgânicos na composição dos celulares. Essa preferência pode ser identificada principalmente nas cores dos objetos, que se referem às cores encontradas na natureza.

Dentre as mais populares, estão a cor Amber Brown, um marrom inspirado em pedras preciosas, e a Sapphire Black, baseada nas pedras negras. É fácil notar que essa variedade de modelos consegue atrair diversos públicos mais segmentado. Desse modo, o design também atuou com propriedade nos ganhos da empresa com o Galaxy S3.